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Esteatose Hepática


Esteatose Hepática (Gordura no Fígado)
O Que Você Precisa Saber


Com o advento da epidemia de obesidade, aumentaram muito os casos de doença hepática não alcoólica. Antigamente, associávamos a cirrose principalmente a pacientes etilistas crônicos. Chamávamos a cirrose que não vinha do álcool ou das hepatites, de cirrose idiopática (sem causa conhecida). Mas hoje sabemos que a obesidade visceral (acúmulo de gordura no abdome) é a grande responsável por esses casos de cirrose.

Sabemos também que a gordura se infiltra outros órgãos além do fígado, levando a disfunções nessas áreas também. Ademais, cerca de 20% dos casos de esteatose podem evoluir para fibrose e cirrose.

A esteatose também pode ser associada a disfunções metabólicas, levando ao diabetes, dislipidemias e doenças cardiovasculares. Estudos mostram que a diminuição dessa gordura visceral pode retardar ou evitar a instalação do diabetes tipo 2.

O diagnóstico dessa patologia é feito por meio de métodos de imagem, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética. Hoje, existem métodos de imagem que são capazes de medir a quantidade de gordura e fibrose (possíveis áreas de cirrose) do fígado.

Até pouco tempo, tínhamos poucas medicações eficientes para o controle da doença, mas hoje, além da mudança no estilo de vida e medicações para emagrecer, como a Semaglutida (Ozempic), Liraglutida (Saxenda e Victoza), foi incluída a Tirzepatida e o FDA (a ANVISA americana) liberou uma medicação o Resmetirom para o tratamento da esteatose até com graus moderados de fibrose.

Por isso, não podemos ser benevolentes com a obesidade; precisamos encará-la e procurar ajuda especializada. Agende a sua consulta!

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